14 de outubro de 2011

Artes plásticas no Conversa de Boteco

O artista plástico piracicabano Antonio Pacheco Ferraz será objeto do próximo encontro do projeto Conversa de Boteco, no Lao Bar Bistrô, em Piracicaba/SP. Tendo como convidado o psicanalista e professor de filosofia Márcio Mariguela, a vida e a obra de Ferraz (1904-2006) estarão em discussão nesse espaço que se dispõe a dar vez a conversas sobre arte e cultura em geral.
     Na segunda metade dos anos 1920, Pacheco Ferraz morou em Paris, onde aprimorou sua formação acadêmica impressionista e surrealista. Nesse período, teve um auto-retrato seu aceito no concorrido Salon des Artistes Français, de 1928. Definindo-se com um colorista e muito livre em sua técnica, Ferraz foi entrevistado para a Revista Impulso 24 (1999, Editora Unimep), que trazia como temática central o impressionismo. A matéria “Antonio Pacheco Ferraz, um piracicabano na Bretanha” está postada no site de Márcio Mariguela.
     Ao longo de sua apresentação neste Conversa de Boteco, o psicanalista vai expor também imagens de telas de Pacheco Ferraz e trechos de um vídeo sobre o artista piracicabano.
     Fique ligado Conversa de Boteco com Márcio Mariguela: 17/out. (2.a), às 20h, no Lao Bar Bistrô, Rua do Vergueiro, 156, Centro, Piracicaba, (19) 3374-0764. Foto dos olhos de Pacheco Ferraz: André Alexandre.

6 de outubro de 2011

Jobs se foi



Gênio da inventividade e visionário.
Fará falta!


Desenho de Jonathan Mak, estudante de 19 anos da Escola de Design da Universidade Politécnica de Hong Kong

3 de outubro de 2011

Sustentabilidade nos setores portuário e logístico é tema de fórum de comércio exterior

6.o Fórum Brasil de Comércio Exterior reunirá empresários, secretários do Estado e o ministro dos Portos, nos dias 4 e 5 de outubro, em Santos

A 6.a edição do Fórum Brasil de Comércio Exterior promete esquentar o debate sobre o crescimento do comércio internacional e suas implicações no aprimoramento sustentável da cadeia logística do maior complexo portuário da América Latina, o Porto de Santos. Promovido pela TVB Band Litoral e pela Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (ABTRA), o Fórum ocorrerá nos dias 4 e 5 de outubro, no Mendes Convention Center, à Av. Gen. Francisco Glicério, 206, em Santos/SP.
     Trata-se de um dos mais abrangentes encontros no Estado de São Paulo voltados à discussão de temas dos setores portuário e de logística no País, atraindo um público de executivos, importadores, exportadores, políticos e especialistas de abrangência nacional desta área. Entre os destaques da programação de 2011, que contou com apoio da JacEdit, está o painel apresentado pelo empresário Ricardo Young, sobre a sustentabilidade como valor agregado e requisito logístico, e a palestra do economista Gustavo Loyola, sobre o atual cenário global e o avanço nas relações comerciais do Brasil com outras nações.
    Como explica Agnes Barbeito de Vasconcellos, presidente da ABTRA, “essa discussão se dá num momento estratégico para o setor portuário e para o País e tudo indica que deverá avançar na agenda político-econômica nacional e nos seus rebatimentos no comércio exterior”. Isso, “tendo em vista a proximidade de acontecimentos de visibilidade mundial, como os recordes de movimentação de mercadorias conquistados pelo Porto de Santos, o potencial de exploração de pré-sal na região e a Copa de 201”, completa Agnes.

25 de setembro de 2011

A aventura das linhas de Saul Steinberg

Não perca mais tempo. O traço de Saul Steinberg (1914-1999) ainda pode ser apreciado na exposição “As Aventuras da Linha”, em que a Pinacoteca do Estado de São Paulo apresenta, até 6 de novembro, cerca de 110 desenhos desse artista romeno, naturalizado americano. Os trabalhos pertencem ao acervo da Saul Steinberg Foundation e foram produzidas entre 1940 e 1950, destacando o período em que Steinberg ganhou consagração internacional.   
     O ilustrador, que colaborou por quase 60 anos para a revista The New Yorker e foi a maior influência de Millôr Fernandes, tem como marca se valer muitas vezes de uma única linha, em poucos movimentos diagonais ou cruzamentos, para compor um desenho, e com ele, de modo bem humorado e ao mesmo tempo sarcástico, ser um crítico observador da vida contemporânea. É fácil observar a influência do modernismo que Steinberg absorveu em sua formação, mas, como ressalta o articulista Daniel Pisa, “não há nada obscuro ou abstrato em seus desenhos. O que eles mais fazem é dar saudades de um tempo em que os artistas sabiam que desenhar não é organizar o mundo, mas captar sua desordem”.    
    Como bom novaiorquino, desde o início da década de 40 radicado nos EUA, Steinberg tinha um olhar para o mundo inteiro, tendo inclusive visitado o Brasil. Assim, integram a exposição dois trabalhos com inspiração brasileira: ‘Pernambuco’, uma mistura de personagens, bichos e motivos locais, e ‘Grand Hotel Belém’, em frente ao qual se destaca uma enorme árvore repleta de seres amazônicos em cores líricas. Ambos produzidos a partir de desenhos de anotação e de cartões-postais colecionados pelo artista quando de sua viagem por aqui em 1952.   
     Apesar da envergadura artística de Steinberg, sua obra só havia tido uma mostra desse porte no Brasil em 1952, quando o Museu de Arte de São Paulo trouxe uma exposição individual do artista. Por sinal, ela foi possível em função da amizade dele com Pietro Maria Bardi, então diretor do Masp. Ambos tinham colaborado, nos anos 1930, com a revista Il Settebello, quando moravam na Itália. Também em função da raridade de acesso aos trabalhos de Steinberg no País, essa mostra com o suporte do Instituto Moreira Salles é constitui-se imperdível.

Pinacoteca do Estado de São Paulo - Pça da Luz, 2 - São Paulo/SP - (11) 3324-1000. Fotos: Jac©Edit: "Desenhar é como escrever. (...) Desenho para explicar as coisas para mim mesmo", S. Steinberg, 1954

19 de setembro de 2011

Livro de Lucília Augusta Reboredo a bom dar repercussão

Há um ano do seu lançamento, o empolgante livro A Dança dos Beija-Flores no Camarão Amarelo continua a dar o que falar. Desta vez repercutiu pela resenha 'Lucília Reboredo: os beija-flores, a palavra e a vida', do escritor Alexandre Bragion. Segundo ele, a autora desta obra, Lucília Augusta Reboredo, “em particular instante genesíago, desdobrou-se em palavras, repartiu-se em texto, emanou-se em verbos – num movimento de expansão espiritual que é, ao mesmo tempo, redescoberta, reinvenção e renascimento”. A resenha foi publicada no site Diário do Engenho, espaço na web que trata de 'cultura e piracicabanismo', e que vem ganhando repercussão crescente entre os internautas.
     Mestre e doutora em psicologia social, em meados de 2003 Lucília começou a desenvolver a patologia que a afastaria definitivamente da carreira docente. Diagnosticada com esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença neurológica caracterizada pela paralisia progressiva de todos os comandos motores, teve roubada de maneira progressiva a totalidade dos movimentos físicos. Nesta publicação, registra suas despedidas de tudo que mais lhe foi caro, dá dicas precisas sobre cuidados e sentimentos dos portadores de ELA, além de explicar a sua condição. Mas, acima de tudo, nos encanta com sua sensibilidade, perspicácia, vivacidade e bom humor.

A Dança dos Beija-Flores no Camarão Amarelo. Curso e percurso do adoecimento, de Lucília Augusta Reboredo. Apres. Ely Eser Barreto César; 192p.; 25 cm; 40 reais; ISBN 978-85-60677-10-8; proj. gráf. e capa: Juliana Mesquita. Piracicaba: Jacintha Editores, 2010. Fotos: Jac©Edit

13 de setembro de 2011

Voos da Jacintha na capital paulista

A Jacintha Editores, a 'casa do autor, voo do leitor', está com suas instalações na cidade de São Paulo: Rua Mourato Coelho, 299 / cj 5 - 015417-010 - Pinheiros.
     Faça-nos uma visita. Será uma enorme satisfação para nós!


www.jacinthaeditores.com.br / twitter e skype : Jacinthaedit
(11) 9815-1345 Heitor Amílcar / (11) 9741-2484 Milena de Castro

12 de setembro de 2011

Santos sedia 6.o Fórum Brasil de Comércio Exterior

O evento, marcado para 4 e 5 de outubro, no Mendes Convention Center, em Santos-SP, terá a presença do ministro dos Portos, Leônidas Cristino.

     Promovido pela TVB Band Litoral, Rede Bandeirantes de Televisão e pela Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra) – para a qual a Jacintha Editores vem prestando assessoria de comunicação desde o início de 2011 –, o 6.o Fórum Brasil de Comércio Exterior se consolida como calendário obrigatório para a discussão de temas ligados ao comércio internacional brasileiro e seus reflexos nas atividades logística e portuária.
     Na programação deste ano, merecem destaque a palestra do economista Gustavo Loyola sobre o cenário global e as relações comerciais do Brasil com outras nações, e os painéis sobre política brasileira de comércio exterior, portos e cadeia logística, sustentabilidade e a agenda político-econômica para o futuro da RMBS, todos com a participação de empresários, executivos, especialistas e autoridades no âmbito nacional.
     “Nossa meta é dar o máximo de visibilidade às discussões que colaborem efetivamente para a integração das cidades portuárias da Baixada Santista, seguindo a filosofia de trabalho adotada pela nossa emissora, comprometida com o jornalismo de qualidade”, explica Cláudia Rei, diretora superintendente da TVB Band Litoral.
     Para Agnes Barbeito de Vasconcellos, presidente da Abtra, o Fórum "será uma excelente oportunidade para avançar na formulação de propostas, que comporão uma carta a ser entregue ao ministro dos Portos, Leônidas Cristino", cuja participação está confirmada no último dia do evento.

9 de setembro de 2011

O poder que marca

Independente do idioma que se fale, qualquer um ‘lê’ muito bem o ‘M’ do McDonalds, a ‘vírgula’ da Nike, a maçã da Apple ou o símbolo da Coca-Cola, com seus ‘C’s característicos. Trata-se da força da marca de cada uma dessas empresas, que permite sua imediata identificação, até mesmo por alguém não alfabetizado.
     Claro, o símbolo visual é apenas parte de tal força de comunicação. Para se chegar nesse ponto de universalização, é preciso que aquilo que ele representa tenha uma base firme, ou seja, que possua um ‘espírito’. O logo de uma organização deve incorporar algo que a represente e expressar sua ideologia. Outro aspecto é o fato de ele não se restringir à sua criação, mas ser sustentado por um processo de comunicação normatizado, com definições que projetem sua aplicação nas diversas mídias e suportes, a partir do estudo que acompanha a própria criação dele.
     “Os procedimentos descritos num manual de marca são fundamentais para que se possa garantir uma padronização visual coerente e consistente, agregando valores de modernidade, confiança e qualidade a ela”, enfatiza a designer gráfica Juliana Mesquita, da Osh Design. Foi ela quem desenvolveu todo o projeto de identidade visual de nossa casa editorial, incluindo a forma da jacinta (a libélula da Amazônia) e o indispensável manual de aplicação desse logo.
     Além da marca de uso preferencial, a mais conhecida pelo grande público, esse estudo prevê aspectos como seu emprego em formato horizontal/vertical; versões para uso eletrônico, como site e blog; especificação precisa das cores, com indicação de impacto sobre fundos mais adequados e restrições àqueles sem contraste suficiente ou que atrapalhem sua legibilidade; versões cromáticas possíveis à marca, tanto em P&B quanto colorido; definição da família tipográfica da logomarca (tipo de letra empregado) e de toda a papelaria (envelopes, papel de carta, cartões, adesivos e impressos em geral).
     Recentemente o site da Exame trouxe seis dicas básicas para se criar um logo de impacto para os negócios, dadas pelo designer Gustavo Motta, do site de criação colaborativa de logotipos WeDoLogos, para quem o autoconhecimento é a chave na criação de um logo de sucesso. Segundo ele, o empreendedor deve ter claro seus diferenciais e como quer se apresentar ao mercado para que isso possa ser traduzido na sua marca.
    E, para encerrar, um toque: confira o site com trabalhos de Juliana Mesquita em encadernação, e tenha melhor ideia da abrangência de um olhar em design que, com muita sensibilidade, leva também para atividades artesanais sutileza e requinte.

31 de agosto de 2011

Diário do Engenho em águas piracicabanas

A Jacintha Editores acaba de formalizar seu apoio a um projeto de comunicação com tudo para decolar e alçar altos voos: o mais que bem-vindo Diário do Engenho, periódico online que tem a cultura piracicabana como abordagem central. A proposta desse veículo, coordenado pelo radialista, músico e escritor Alexandre Bragion, é trazer, a partir de postagens dinâmicas, informações, opiniões, textos literários, críticas, crônicas e curiosidades sobre a vida de uma das mais pitorescas cidades de São Paulo e que tem na diversidade cultural uma de suas marcas.
     A Jacintha foi fundada em Piracicaba, em 2006. No período em que lá estivemos instalados, aprendemos a respeitar seus artífices culturais, dos mais dinâmicos do interior paulista. Música, poesia, artes plásticas, literatura, folclore, teatro e esporte encontram na cidade inúmeros núcleos para sua prática. Não sem razão, é da característica nata do piracicabano muito se orgulhar desse amplo repertório de cultura em suas raízes.
     Para quem não sabe, Piracicaba é cortada pelo rio que lhe dá nome, cujo significado, “lugar onde o peixe para”, indica a dificuldade, oferecida por enorme queda d’água, aos peixes que sobem suas águas para procriar. É na margem direita que está um dos importantes monumentos do município, a imponente estrutura do Engenho Central (foto), eixo do desenvolvimento piracicabano na virada para o século XX. Sua construção remonta a 1881 e hoje, desapropriado pela prefeitura, tem seus 80 mil m2 de área verde e 12 mil m2 em construções destinados a atividades artísticas e recreativas.
     O Diário do Engenho se propõe justamente a dar espaço e repercussão a tais particularidades da cidade. O layout limpo do site, desenvolvido pelo pessoal da Ecliente Informática, e a qualidade de sua proposta editorial têm obtido repercussão crescente. E ainda agregado, o que é seu propósito, cada vez mais jornalistas, cronistas e colaboradores em seu projeto, todos interessados em produzir e discutir cultura piracicabana e piracicabanismos.
    O time da Jacintha expressa os votos de pleno sucesso aos bons rumos do Diário do Engenho nas águas internéticas desde Piracicaba!
Clique aqui e acompanhe o Diário do Engenho.
Foto: Jac©Edit

23 de agosto de 2011

Cláudia Villar e suas ‘Simbioses’ no espaço Pantemporâneo

A artista plástica Cláudia Villar estará expondo 18 esculturas da série ‘Simbioses’, a partir do dia 31 de agosto (4.a feira), na galeria do Pantemporâneo, em São Paulo, ficando em exposição até 8 de outubro. Esses trabalhos são produzidos em resina pintada com esmalte sintético. “São seres e coisas que habitam minha imaginação e que têm origem em desenhos e estudos tridimensionais”, diz a artista paulistana, que há muitos anos vive e possui seu ateliê em São Bento do Sapucaí, em São Paulo.
     Segundo o professor de artes visuais e de história da arte, o também artista plástico Nelson Screnci, “os seres de Cláudia Villar agora pertencem aos reinos da natureza e, ao mesmo tempo, a nenhum deles especificamente. Podem ser bichos, pedras ou flores. Seus corpos, porém, possuem formas orgânicas, arredondados, sinuosas, que atraem não só o olhar, devido às combinações de cores e à composição inusitada, mas também o toque, convidando o espectador à participação direta através da experimentação tátil das curvas e texturas”.
     Parte desses alegres trabalhos ‘simbióticos’ de Cláudia Villar pode ser apreciada em vídeo, que tem como trilha sonora a sugestiva Fantasia, de Shumann. A artista possui ainda belos trabalhos em mosaico, executados juntamente com seu marido e também artista plástico Ângelo Milani. Confira na web, por exemplo, Roteiro dos Mosaicos, com destaque à belíssima Capela Santa Cruz, em São Bento, restaurada pelo casal – por sinal com registro em postagem do blog da JacEdit em 15/jul. do ano passado.

Pantemporâneo: Avenida Nove de Julho, 3.653 - Jd Paulista - São Paulo/SP; fone: (11) 3018-2230. ‘Simbioses’: 31/ago.-8/set. das 10 às 18 horas. No sábado (7), às 15h, com entrada franca, haverá visita guiada pelos artistas que estarão expondo no local.
Foto: Jac©Edit

22 de agosto de 2011

O livro ganha uma revista

O universo do livro, como também da editoração, bibliografia e artes gráfica – ou seja, a comunicação impressa como um todo –, ganhou neste ano um novo fórum de expressão, a revista Livro, do Núcleo de Estudos do Livro e da Edição (NELE) da Escola de Comunicação e Artes-USP. Coordenada pelos professores Plínio Martins Filho e Jerusa Pires Ferreira, a publicação busca a reflexão, o debate e a difusão de pesquisas que têm na palavra impressa seu objeto principal.
     Livro segue a linha dos defensores do livro em papel, mesmo reconhecendo a importância das novas tecnologias para a publicação e o registro do conhecimento. Seu foco maior está na valorização do suporte impresso frente às mudanças que se assiste no campo da produção editorial. Os artigos que traz discutem, entre outras abordagens, o futuro do suporte em papel, os caminhos do mercado editorial e o livro a serviço da história. Assim, também toca no "prazer do incerto amanhã”, nas palavras de Lincoln Secco, em seu artigo a respeito da revista, para a Brasileiros de julho.
    Bom exemplo é o ensaio “O futuro do livro impresso e as editoras”, assinado por Plínio Plínio Martins Filho, ou “Quem diz livraria diz refúgio”, de Alfredo Bosi. Artigos, entre outros, de Walnice Nogueira Galvão e de Jean-Yves Mollier, como ainda as memórias de J. Guinsburg e de Ruy Coelho, dão o tom desta primeira edição.

A revista Livro (208p., 18 x 27 cm, ISBN: 2179-801X, R$ 30,00) pode ser adquirida pela web, no site da Ateliê Editorial.

18 de agosto de 2011

Estamos comprando mais livros! Espera-se que lendo mais também...

O brasileiro comprou mais livros no ano passado do que em 2009. É o que constatou a pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, promovida pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL). Isso tem rebatimento no crescimento de 8,12% no faturamento do setor editorial em 2010 (algo como R$ 4,5 bilhões), com crescimento de 13,12% no total de exemplares vendidos. Desdobramento que interessa ao leitor: tal ganho de escala manteve a tendência de queda do preço médio de capa, com recuo em 2010 de 4,42%.

Realizada anualmente pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE/USP), a pesquisa divulgada dia 16/out. traz ainda outros números: o total de exemplares vendidos em 2009 passou de 387.149.234 para 437.945.286, no ano seguinte. Em 2010, 54.754 títulos foram publicados, aumento de 24,97% em relação a 2009, com 18.712 novos títulos, o que aponta uma aposta editorial na diversidade da oferta.

Em plena era de venda pela internet, chamou atenção o fato de que, entre os canais de comercialização, o que mais cresceu, proporcionalmente, foi a venda de livros por porta a porta/catálogos: passou de 16,65% para 21,66% do mercado em número de exemplares. Já em termos de faturamento, as livrarias continuam na liderança, com 62,70% do mercado. O censo também mostrou que, das 498 editoras ativas no País, a maioria delas (231) é composta por empresas com faturamento de até R$ 1 milhão.

2 de agosto de 2011

Eli Pariser: cuidado com os 'filtros-bolha' online


Os sistemas de buscas, como o Google, e de redes sociais, como o Facebook, não têm medido esforços para oferecer serviços ‘personalizados’ ao gosto de cada navegador da web em busca de notícias, resultados de pesquisas ou de quaisquer outras informações. Contudo, os processos de filtragem necessários para tanto têm caído num risco que poucos dimensionam, com significativa manipulação no acesso aos dados da grande rede mundial.
....Em elucidativa palestra que tem circulado na internet, o executivo e articulista americano Eli Pariser, autor do livro The Filter Bubble, alerta para tal situação, que põe em risco o próprio caráter democrático da rede, tão propalado pela universalização do acesso a informações em escala planetária. Trata-se da cilada dos "filtros-bolha", pelos quais as ferramentas de busca personalizada podem efetivamente estreitar nossa visão de mundo.
....Por essas e outras, muita gente considera que há tempo o território da liberdade de opinião, como pode ser tida a web, vem sendo manipulado! Tire suas conclusões na excelente reflexão de Pariser.

19 de julho de 2011

Brasil das águas e de rios voadores

Algo como 12% do total mundial de reserva de água doce estão concentrados no Brasil, constituindo a maior reserva do planeta. Isso dá uma ideia da importância da discussão entre nós de questões como a preservação da Floresta Amazônica ou a responsabilidade socioambiental, de forma a se enfatizar o real cuidado com os recursos hídricos, que são, sem qualquer ênfase de linguagem, simplesmente o pivô das nossas vidas.
.....Foi a partir de tal perspectiva que, desde os anos 80, o casal Gérard e Margi Moss viaja pelo mundo afora em aviões pequenos, a baixa altitude, observando as paisagens que atravessam sob suas asas. Após o equivalente a duas volta no mundo, não foi difícil constatar a fragilidade dos rios, o avanço vigoroso da desertificação e o assoreamento dos leitos de água, as feridas abertas pelas queimadas nas florestas, os povos se tornando refugiados ambientais.
.....E assim Gérard e Margi têm concentrado no Brasil suas pesquisas sobre as condições das águas. Entre 2003/04, constituíram a Expedição Rios Voadores, quando coletaram 1.160 amostras de rios e lagos brasileiros, se valendo de um método inédito: um avião anfíbio. O termo ‘rio voador’ indica os cursos invisíveis de água atmosféricos que transportam umidade e vapor de água da bacia amazônica para outras áreas do Brasil.
.....O principal objetivo da expedição foi aprofundar os estudos sobre esse transporte de umidade acima da Amazônia até o restante do país, e entender de que forma o desmatamento e as queimadas afetam as precipitações, em particular nas regiões de maior produção agrícola e geração de energia hidroelétrica. Do avião próprio especialmente equipado, em voo junto com os ventos, foram colhidas amostragens de vapor e chuva, além das águas de rios e lagos.
.....Os resultados, incluindo belíssimas fotos de Margi Moss – como as aqui postadas –, podem ser conferidos no interessantíssimo site Brasil das Águas e, em especial, nas páginas da Expedição Rios Voadores.

4 de julho de 2011

Prepare-se! Os seres da DIMENSÃO, o universo gêmeo,

estão chegando para encantar você!

26 de junho de 2011

Um olhar sobre o ciclo de vida e morte (em vida)

A brincadeira no trilho do trem torna-se pretexto para Willie e Tom, duas crianças na corda-bamba da adolescência, conhecerem-se de fato. A reflexão poética sugerida pela peça sobre o ciclo de vida e morte (em vida) é conduzida pelo “desenho da imaginação” das personagens, em jogo com os espaços percorridos ao longo do diálogo.

É o que aguarda quem for assistir à Esta Propriedade Está Condenada, peça de Tennessee Williams, em montagem instigante produzida pelos alunos do Curso de Artes Cênicas da ECA/USP, dias 29 e 30/jun. (4.a e 5.a), às 15h. A apresentação desse trabalho encerra o curso de Direção II, coordenado por Cibele Forjaz.

Esta Propriedade Está Condenada, de Tennessee Williams
atuação Marcus Garcia e Marina Di Giacomo; sonoplastia Pedro Oliveira; iluminação Thabata Garcia; direção Olívia de Castro;
orientação Cibele Forjaz
29 e 30/jun. (4.a e 5.a), às 15h; e 2/jul. (sáb.), às 12h
entrada gratuita; CAC-ECA-USP
Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 25 – Cidade Universitária, São Paulo

foto: Óli de Castro

25 de junho de 2011

São Paulo entre rios

No frenesi diário da gigantesca São Paulo, ninguém mais nota os rios que lhe deram origem. A não ser ao transbordarem, no período de chuvas, ou quando os odores do lixo neles depositado nos chegam. Em sua maioria, esses leitos de água hoje estão canalizados e sobre eles correm as principais avenidas da cidade.

O interessante Entre Rios, doc disponível na web, conta justamente essa trajetória conflitiva da metrópole com os seus rios. Razão de ser da São Paulo de Piratininga, o rio Tamanduateí e o ribeirão Anhangabaú logo representaram barreira ao crescimento. A construção do viaduto do Chá foi o primeiro marco de superação do impedimento representado por esses leitos, ligando o centro velho aos novos loteamentos a oeste da cidade, destinados à emergente elite cafeeira. Na década de 20 as duas áreas são ocupadas por parques: o do Anhangabaú, sobre o ribeirão já canalizado e aterrado, e o Parque D. Pedro II, às margens do Tamanduateí.

Mais tarde foram o rio Pinheiros e o Tietê a se colocarem como obstáculo. Surgiriam justificativas sanitaristas para ocupar e explorar urbanisticamente seus leitos, de várzeas com inundação periódica. Entre Rios registra ainda os grandes projetos públicos em estímulo à expansão urbana. E as razões inevitáveis para, a cada período de chuvas, as águas contidas artificialmente reclamarem de forma destrutiva suas margens originais.

O doc foi realizado pelos alunos Caio Silva Ferraz, Luana de Abreu e Joana Scarpelini, em 2009, como trabalho de conclusão de curso em bacharelado em audiovisual no SENAC-SP, sob a coordenação de Nanci Barbosa e Flavio Brito e orientação de pesquisa de Helena Werneck. Contou ainda com a colaboração de uma equipe considerável, em animação, câmera, trilha sonora e edição de som.

Entre Rios, de Caio Silva Ferraz, Luana de Abreu e Joana Scarpelini; SENAC-SP, 2009, 25 min., dir.: Caio Silva Ferraz; prod.: Joana Scarpelini.

24 de junho de 2011

Pesca artesanal de tainhas em exposição fotográfica

A fotógrafa gaúcha Mara Rejane Freire, há anos radicada na bela capital catarinense, inaugura mais uma exposição de seus instigantes trabalhos. “Tainhas: a pesca artesanal de beira de praia” será aberta dia 28/jun. (terça), às 19h30, no Floripa Shopping (Rod. SC 401, 3.116, Saco Grande – Florianópolis-SC). Os trabalhos ficarão expostos ao público até 20/jul.

Também publicitária, Mara já se definiu como “uma placa fotográfica prolixamente impressionável”. Ela é a criadora do Grupo Fotomotriz, em 2006, para estudos e práticas fotográficas. As turmas aí formadas montam saídas em Florianópolis e no seu entorno para exercícios fotográficos, cujos resultados, além de veiculação pela web (cf. os blogs), costumam ganhar exposição própria.

Confira: http://fotomotriz.blogspot.com e http://diariosdefotomotriz.blogspot.com/

15 de junho de 2011

Quino e o extremo do perfeccionismo

...ou a obtusidade da obediência.

7 de junho de 2011

'Ilogicamente' de Newman Simões tem tarde de autógrafos

O livro de Newman Ribeiro Simões, Ilogicamente. Poemas, publicação da Jacintha Editores, continua dando o merecido ibope. Agora o autor prepara uma tarde de autógrafos em Piracicaba, cidade paulista onde reside e trabalha. Será na próxima 6.a (10), às 18h, na nova Livraria Nobel (Rua Moraes Barros, ao lado do Banco Luso Brasileiro).

Enquanto isso, o livro acaba de ganhar do escritor, radialista e professor de literatura Alexandre Bragion uma resenha de particular qualidade, “Newman Simões: um poeta de ‘primeira água’”, postada no periódico online Diário do Engenho, espaço virtual que tem se mostrado muito dinâmico no trato da cultura piracicabana e, assim, merecedor de acompanhamento.

Segundo Bragion, em Ilogicamente o curso úmido das lembranças de Newman “flutua sob a forma de jogos de linguagem e de sobreposições de palavras que correm rentes aos rios da prosa contemporânea da literatura brasileira. Imersa numa poesia até certo ponto raiz – que, se guarda em si o tempo das cidades do interior, tem também o seu devido ar cosmopolita –, ‘a ilogicamente’ de Newman apresenta-se mergulhada também em inúmeras referências poéticas que, por sua vez, vão ditando, em forma de epígrafe, o ritmo das ondas líricas do livro”.

Taí uma ótima maneira de travar contato com o Diário do Engenho: pela escrita cada dia mais afinada de Alexandre Bragion, nesta sua mais recente resenha literária, agora sobre o Ilogicamente. Fica a dica: basta clicar aqui.

Ilogicamente. Poemas, de Newman Ribeiro Simões
Pref.: Jorge de Albuquerque Vieira; 107p.; 21 cm; R$ 25,00; ISBN 978-85-60677-08-5; Jacintha Editores, 2010